A preocupação de quem ver um
livro que já leu e gostou virar filme é de o que vão alterar para caber na
história dentro de um filme, e o que vão deixar de fora, em Cidades de Papel –
filme adaptado do livro de John Green – não foi diferente e o resultado foi
positivo, colocaram a essência principal do enredo no filme não deixando a
desejar, assim como “A culpa é das estrelas” – filme adaptado também de um
livro do John Green.
Geralmente vemos um aos outros
superficialmente, não percebemos como as pessoas ao nosso redor – as que
realmente estão ao nosso redor – são importantes. Somos consumidos por nossos
padrões, nossas convicções imediatas. Somos superficiais em alguns aspectos,
presos em nossos desejos, presos em nossas rotinas. Somos pessoas de papel,
vivendo, nossas vidas de papel, numa cidade de papel é nisso que envolve o
enredo dessa bela e divertida história.
Cidades de papel mostra
exatamente isso. Não é apenas um livro – e agora filme – para adolescentes, vai
além. Fala sobre amor platônico, amor de amigo, amadurecimento, um despertar
para tudo aquilo que sempre esteve debaixo dos nossos narizes.
Pessoas são apenas pessoas, a ideia
que temos de nos apaixonarmos ou gostarmos de alguém sem ao menos conhecermos é
comum e padrão e que nos deixam cegos para enxergarmos que pessoas são apenas
pessoas e nada mais.
Quentin é um adolescente preste a
se formar e ir para a faculdade e que é apaixonado platonicamente por Margo,
sua vizinha complicada que não sabe quem ela é exatamente no mundo e o que quer
do mundo para ela, apenas sabe que não que ser um padrão, seguir um papel
específico. Quando ela some deixando “pistas" do seu paradeiro para ele,
ele vai com seus amigos numa aventura em busca dela para declarar seu amor, é
onde com seus amigos começam a terem percepções sobre suas escolhas, sobre suas
vidas...
É uma jornada de experiências
únicas, quebra de rotina e tudo o que não se deixavam fazerem ao menos uma vez
na vida.
Quando ele encontra Margo, é
quando enxerga como esteve enganado sobre o que realmente queria. Ou sobre o
que sentia, ou suas percepções, é um despertar – bom para ele.
É um livro/filme carismático com
personagens que nos envolvem na história.
Eu recomendo!!!

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