Pular para o conteúdo principal

Resenha do livro: Ponto de Ressonância




Ponto de Ressonância

Da autora: Michelle Louise Paranhos

      Existe uma passagem das nossas vidas que sempre nos sentimos perdidos, tentando nos encaixar no mundo. Dúvidas sobre o que fazer da vida? Medos constantes das descobertas que acabamos tendo.
    Somos todos tão jovens e tão inseguros, sonhadores e ao mesmo tempo imaturos; sem saber como trilhar a vida de forma coerente. Deixando-nos levar pela incerteza.
    Neste livro temos dois tipos de personagens diferentes que no final das contas a mescla é referente a uma só.
    Calma, não é um livro sobre bipolaridade.
    Quem nunca quis ser uma pessoa diferente do que é? Ou ter uma atitude diferente a qual costuma ter?
    Pois é. Todos nós temos esses dilemas e para Roberta não é diferente. É uma personagem forte, sim ela é – embora haja seus problemas para perceber isso.
    Quando iniciei a leitura não sabia bem do que se tratava, para onde o prólogo realmente me levaria, e essa foi a melhor parte, pois, quando se chega a certo ponto do livro, todo o início faz sentindo, é como estar num tabuleiro estratégico. A autora soube bem como desenvolver o enredo de forma que a história fosse ganhando tamanho gradualmente.
    A história retrata a vida de duas jovens universitárias com personalidades completamente diferentes vivendo sob a década de 90.
    Raquel é a destemida, super de bem com a vida, sem medo de lutar pelo o que acredita. Uma jovem de muita atitude, que acaba sendo estuprada pelo namorado e tendo de arcar com os dilemas que isso acarreta.
    Ana é a típica garota pacata que na maior parte do tempo prefere viver num mundo apenas dela, na sua cabeça, receosa e frigida, e se torna alvo de bullying por causa de sua aparência, mas conhece Dario, que logo se torna seu fiel amigo.
    Quando o desenrolar da história dessas duas personagens chega ao ponto crucial é quando vem toda a descoberta do que elas duas realmente significam no enredo, e que eu não vou ser insensível para jogar um spoiler desses.
    É quando Roberta toma a cena e assume sua perspectiva, mostrando-nos o mundo dela.
    O livro não trata apenas de uma história de romance qualquer, é muito além disso. É uma metáfora sobre descobertas, autoconhecimento, incertezas. Tudo o que passamos em nossas vidas durante nossa caminhada.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Resenha "Tsara – Ir até o fim do mundo e depois voltar" da autora Michelle Louise Paranhos

           Michelle Louise Paranhos nos entrega “Tsara – Ir até o fim do mundo e depois voltar”, uma obra de romance mística, que em seu contexto carrega subtemas que englobam fatos que acontecem no cotidiano cigano – preconceitos, impunidades, conflitos de povos, etc . A história é contada pelo ponto de vista da personagem Mariana, que em meio ao seu caos interno e ao externo precisa lidar com seu passado que tanto tenta esquecer, iniciando-se uma caminhada ao conhecimento das origens e da aceitação do seu verdadeiro Eu e do povo a que pertence. Ao mesmo tempo em que tem de lidar com as questões amorosas meio a um triângulo amoroso. A trama inicia-se contando em fatos os conflitos de terra entre os De La Rosa e o povo cigano situado no Balneário do Mar Grosso, não só isso, mas como também os conflitos desde a fundação da cidade de Laguna – RS, até os dias atuais. Mariana, numa viagem a trabalho se hospeda no hotel Astória onde tudo começara, ...

Minha visão sobre: Cidades de Papel (John Green)

A preocupação de quem ver um livro que já leu e gostou virar filme é de o que vão alterar para caber na história dentro de um filme, e o que vão deixar de fora, em Cidades de Papel – filme adaptado do livro de John Green – não foi diferente e o resultado foi positivo, colocaram a essência principal do enredo no filme não deixando a desejar, assim como “A culpa é das estrelas” – filme adaptado também de um livro do John Green. Geralmente vemos um aos outros superficialmente, não percebemos como as pessoas ao nosso redor – as que realmente estão ao nosso redor – são importantes. Somos consumidos por nossos padrões, nossas convicções imediatas. Somos superficiais em alguns aspectos, presos em nossos desejos, presos em nossas rotinas. Somos pessoas de papel, vivendo, nossas vidas de papel, numa cidade de papel é nisso que envolve o enredo dessa bela e divertida história. Cidades de papel mostra exatamente isso. Não é apenas um livro – e agora filme – para adolescentes, vai além. Fala ...